Resenha: A Maleta da Sra. Sinclair – Louise Walters

Sinopse:   A britânica Roberta Pietrykowski adora encontrar e ler as cartas e postais perdidos em meio a edições antigas dos livros que aparecem para ser revendidos na livraria Old & New, onde trabalha. Esses pequenos pedaços da vida alheia a fazem imaginar o que pode ter acontecido aos seus donos.

E é também uma carta, que ela encontra numa mala que pertencia a uma certa sra. Sinclair, escrita por seu avô, Jan Pietrykowski, que dará um novo sentido à sua vida, fazendo-a imaginar uma história diferente da que lhe foi contada sobre sua origem.

Quem teria sido a dona daquela misteriosa mala? E por que ela, Roberta, teria herdado o misterioso objeto, bem como todas as lembranças guardadas nela? É o que este romance, que viaja entre 1940 e 2010, revela ao leitor.

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Resenha:   no livro Maleta da Sra. Sinclair  a história em dois períodos diferentes por duas mulheres diferentes. Nos dias atuais, temos a Roberta Pietrykowshi, uma mulher jovem, que trabalha em uma livraria e que adora encontrar cartas antigas. Roberta não vê grandes perspectiva de futuro profissional e pessoal em sua vida, por isso, acaba aceitando coisas nem tão benéficas e que muitas vezes podem até a prejudicam.

A maleta chega na vida de Roberta através do pai que um dia acha uma antiga maleta da sua mãe, avó de Roberta, e acredita que a filha vai gostar do presente. Porém, quando Roberta resolve olhar o conteúdo da mala ela descobre que sua família possui muitos segredos e é assim que somos levados para o passado, mais precisamente a Segunda Guerra Mundial.

Nesse passado quem narra a história é Dorothy Sinclair, uma mulher jovem que morava em Lincolnshire, na Inglaterra. Dorothy e o marido sempre sonharam em ter filhos, porém a cada nova tentativa vem uma nova frustração, o que faz Dorothy e Albert, seu marido, irem se afastando aos poucos.

Um dia Albert vai embora lugar na Segunda Guerra Mundial, Dorothy fica sozinha em meio ao vilarejo onde morava repleto de pessoas que gostam de se meter na vida um do outro, o que faz Dorothy ficar ainda mais reclusa e solitária. Mas o brilho volta aos olhos de Dorothy quando um dia ela conhece Jan Pietrykowshi, um piloto polonês que mexe com a mulher que não sabe mais se ainda possui marido ou não.

O que eu mais gostei no livro  A Maleta da Sra. Sinclair é que pela primeira vez eu consegui sentir empatia por ambas as protagonistas. Na história da Dorothy somos transportados para os difíceis tempos da Segunda Guerra Mundial e logo de cara já conseguimos nos envolver com as dores e amarguras da jovem mulher frustrada. E nos dias atuais Roberta é uma mulher que comete alguns erros – afinal quem não os comete? – mas que apesar disso se mostra uma pessoa sonhadora e que esta sempre disposta a fazer o bem.

 A Maleta da Sra. Sinclair é o livro perfeito para quem gosta de romances históricos, mas que também quer ter uma visão dos dias atuais. E como as duas personagens principais são carismáticas e possuem histórias fortes é fácil criar empatia por ambas e ficar ansiosa por qual será o desfecho da vida de ambas. Leitura mais que recomendada.

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