Resenha: O Tatuador de Auschwitz

capa do livro - o tatuador de auschwitz

O Tatuador  de Auschwitz conta a história real de amor de Gita e Lale, judeus presos no campo de Auschwitz que acabaram se apaixonando durante a época mais sombria de suas vidas.

Lale é mandado para Auschwitz-Birkenau em 23 de abril de 1942, depois de passar uns dias fazendo trabalhos braçais, Lale fica doente e quase morre, mas, com a ajuda de alguns amigos, consegue sobreviver a tifo – doença infectocontagiosa. Após isso, Lale é mandado para trabalhar como O Tatuador de Auschwitz, que nada mais é que ser responsável por tatuar  o número nos braços de prisioneiros que chegam diariamente em Auschwitz.

fotos do livro o tatuador de Auschwitz

Fotos de Gita e Lale do livro O Tatuador de Auschwitz

As tatuagens precisavam ser refeitas após um período, pois iam desaparecendo do braços do prisioneiros e foi em um dia assim que Lale encontrou Gita.

Ao ser transferida de Auschwitz para Birkenau, Gita precisa renovar a sua tatuagem e entre na fila como tantas outras moças, com medo e tristeza, mas ao vê-la, Lale se apaixona e decide que vai conquistar aquela moça e que fará de tudo para que um dia os dois consigam viver felizes foram daquele local horrível.

lombada do livro o tatuador de Auschwitz

O cargo de tatuador dava a Lale alguns benefícios como comida extra e poder andar com mais liberdade pelo campo de concentração, assim, ele começa com o perigoso esquema de trocar joias e dinheiro por comida e remédios com trabalhadores que estavam ajudando nas obras do campo de concentração, podendo assim ajudar outros prisioneiros e principalmente Gita.

O Tatuador de Auschwitz é um livro que mostra todos os horrores do mais temido campo de concentração da Segunda Guerra Mundial, mas com uma leveza e delicadeza que apenas o personagem de Lale consegue transmitir.

contra capa do livro o tatuador de Auschwitz

A autora Heather Morris teve a oportunidade de entrevistar Lale durante alguns anos e conseguiu transformar essa entrevista em um livro lindo, dolorido, doce e assustador. Lale apesar de todos os horrores que era obrigado a presenciar todos os dias, apesar do medo de perder a sua amada, sempre se mostrava otimista e tentava ao máximo manter a sua dignidade.

O Tatuador de Auschwitz é com certeza um dos melhores e mais emocionantes livros que já li, é quase inacreditável que no meio de tanta é possível nascer um amor tão lindo e uma força de lutar pela sobrevivência.

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